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domingo, 30 de janeiro de 2011

Alimentação saudável ajuda a controlar as emoções. ÔMEGA 3!



O cérebro é formado em maior parte por gordura e para que ele possa processar informações de forma fluída e flexível precisa também de uma gordura mais fluída e flexível



Você já deve ter visto diferentes tipos de gordura. Por exemplo, a gordura de carne bovina em temperatura ambiente é mais rígida do que a gordura vegetal. Sabendo que nosso cérebro é formado em maior parte por gordura, qual delas você escolheria para "alimentá-lo"?

Segundo o neuropsiquiatra e pesquisador, David Servan-Schreiber, a melhor escolha são as gorduras mais líquidas, em especial os ácidos graxos ômega 3. Por quê? Porque o cérebro é formado em maior parte por gordura e para que ele possa processar informações de forma fluída e flexível precisa também de uma gordura mais fluída e flexível.

Diferentes hábitos alimentares mostram o impacto do ômega 3 em nossa saúde. A depressão pós-parto costuma ocorrer de três a vinte vezes mais em países do ocidente do que em países do oriente. Tal discrepância se dá porque no oriente há maior consumo de peixes e mariscos, alimentos ricos em ômega três.

O ômega 3 é fundamental para a constituição do cérebro e manutenção do seu equilíbrio, é por isso que essas gorduras são a principal nutrição que o feto recebe pela placenta...É também por isso que as "reservas" da mãe que já são baixas na dieta ocidental caem de forma dramática nas últimas semanas da gravidez? e continuam diminuindo durante a amamentação, o que aumenta o risco da depressão pós-parto. Mães precisam de ômega 3 para si e para o bebê!

Servan-Schreiber também aponta a importância do ômega 3 para a redução de sintomas relacionados ao transtorno bipolar, ansiedade, depressão , esquizofrenia, insônia, fadiga, baixa libido e irritabilidade.

Veículo: GPS Net
Seção: Fórum
Data: 03/02/2010
Estado: RS


Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria.

Comer fast-food aumenta o risco de depressão



Comer gorduras saturadas detona a saúde mental, segundo um estudo espanhol que associa o consumo de fast-food e produtos industrializados à depressão. Estima-se que 150 milhões de pessoas no mundo sofram deste transtorno mental.


 
Para chegar a essa conclusão, os autores analisaram a DIETA diária e os hábitos de 12.059 pessoas por seis anos, e levaram em conta outros possíveis fatores para a depressão. No início da investigação, nenhuma delas sofria da doença, mas, ao final do estudo, 657 tiveram diagnóstico confirmado. Uma provável explicação é que a GORDURA TRANS, a ruim, a que inflama artérias do coração, tem o mesmo efeito nos neurônios.

 
Resultado: o grupo que fez alto consumo de GORDURA TRANS apresentou 48% de aumento no risco de depressão comparado com participantes que não ingeriram esta gordura, diz Miguel Ángel Martínez-González, das universidades de Navarra e Las Palmas de Gran Canaria (Espanha), principal autor da pesquisa, publicada na revista científica "PloS One".

 
- Descobrimos ainda que o azeite de oliva e as gorduras poliinsaturadas, abundantes em peixes, por exemplo, protegem contra doenças mentais - afirma o cientista.

 
Os dados talvez expliquem porque há maior incidência de depressão no Norte do que no Sul da Europa, dizem os autores. Em países como Espanha e Grécia há maior consumo de legumes e azeite de oliva, o que faz grande diferença na proteção do cérebro. Na Holanda, Noruega, Dinamarca, entre outros, a DIETA tem mais laticínios com gorduras saturadas, pães lambuzados de manteiga e bolos.

 

DIETA com frutas e peixes protege o cérebro

 
Um detalhe é que a pesquisa foi realizada numa população com baixo consumo de GORDURAS TRANS, de até 0,4% da energia total ingerida. E mesmo assim houve elevação do risco para depressão em quase metade dos participantes. Em populações de países onde o consumo de GORDURA TRANS é alto (nos Estados Unidos o índice alcança 2,5% da energia total diária), o perigo é ainda maior, acreditam os autores.

 
Há dois anos, outro estudo da Universidade de Londres analisou os dados de 3.500 funcionários públicos, com média de 55 anos, e chegou à mesma conclusão dos espanhóis. Nesse artigo, publicado na Revista Britânica de Psiquiatria, foi constatado que comer frutas, verduras e pescado aumenta a proteção contra sintomas depressivos. Os voluntários que faziam ALIMENTAÇÃO rica em comida processada apresentaram 58% mais chances de sofrer da doença.

 
O alto nível de antioxidantes de frutas e vegetais, assim como o folato, vitamina do grupo B encontrada em brócolis, espinafre etc, parece ter efeito protetor. Já a gordura poliinsaturada de peixes é importante para os neurônios.

 
Na avaliação do psiquiatra Geraldo Possendoro, professor do curso de especialização em Medicina Comportamental da Unifesp, uma hipótese para explicar a relação entre GORDURAS TRANS e depressão é que as pessoas estão mais estressadas e se alimentando mal.

 
- A GORDURA TRANS aumenta a produção de radicais livres nas células, gerando um desequilíbrio que talvez possa causar sinais de depressão.

 
Colaborou Jaqueline Falcão, da sucursal em São Paulo.

Fonte: O Globo

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O sabor da tradição!

Artigo publicado na Revista Sempre Bem do mês de agosto.





quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

OBESIDADE INFANTIL




A prevenção da obesidade infantil é capaz de reduzir de forma significativa a ocorrência de doenças crônicas futuras, tais como as doenças cardiovasculares, que afetam 30% da população adulta brasileira.

Muitas vezes a reeducação alimentar é para a família inteira. É comum a criança acima do peso também ter um dos pais ou ambos nesta mesma condição. Veja abaixo quais as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria para reeducação alimentar de crianças obesas:

-Ao invés de proibir alimentos, o melhor é controlar a porção a ser ingerida.

-Estabelecer horários fixos e cinco ou seis refeições diárias com um intervalo de três horas entre elas.

-Comer devagar e em local tranqüilo, longe da televisão, videogame ou computador.

-Diminuir gradualmente a ingestão de líquidos durante as refeições, oferecer um copo de suco, no máximo. Preferir sempre os sucos da fruta, que contêm mais vitaminas e sais minerais.

-Optar por sanduíches saudáveis, com recheios menos gordurosos, como ricota, embutidos de aves, vegetais folhosos, tomate e queijo magro.

-Utilizar menos óleo na preparação dos alimentos, preferir pratos assados ou grelhados; remover a pele do frango antes do preparo. Diminuir a quantidade de alimentos gordurosos e de frituras.

-Aprender a ler a tabela dos alimentos e a evitar os mais calóricos e os ricos em gordura.

-Aprender a fazer trocas, biscoitos recheados por biscoitos sem recheio e leite integral pelo leite desnatado, por exemplo.

-Incentivar o consumo de frutas (com casca, sempre que possível), verduras, e evitar consumo de alimentos congelados e pré-prontos.

-Cuidar da apresentação do prato, para favorecer o paladar.

-Não oferecer sobremesas lácteas logo após as refeições. Esperar pelo menos uma hora, pois o cálcio contido nessas sobremesas interage com o ferro consumido na refeição, prejudicando a absorção de ambos.

-Estimular a criança a tomar bastante água ao longo do dia, inclusive na escola.

-Substituir os salgadinhos de pacote por pipoca feita em casa com óleo de soja.

-Retirar o saleiro da mesa.

-Evitar refrigerantes, que, além de conterem muito açúcar, prejudicam a saúde dos ossos, causam irritabilidade gástrica e cáries.

-Incentivar brincadeiras e atividades físicas ao ar livre.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Valor Nutritivo do Pão.


Apesar do pão ser conhecido como vilão do excesso de peso, se consumido adequadamente, ele é uma fonte importante de carboidratos, proteínas de alto valor biológico, vitaminas e sais minerais.

É rico em vitaminas do complexo B, rico em ferro, fósforo e magnésio, que são fundamentais para o desenvolvimento e saúde do organismo.

Apesar de possuir um alto valor energético, o pão pode e deve ser utilizado em uma alimentação saudável, desde que sejam respeitados os fatores qualidade e quantidade.

A composição nutricional do pão depende do tipo e do grau de refinamento da farinha que é utilizada no processo de fabricação.

Ele se torna mais rico em minerais, vitaminas e fibras quando é utilizada farinha integral, e grãos integrais na sua composição.

E o mais importante de tudo está na atenção que devemos dar aos acompanhamentos do pão, como margarina, manteiga e queijos gordurosos. Esses sim, agregam valor calórico excessivo, têm um conteúdo lipídico elevadíssimo e devem ser evitados.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Alimentos aceleram o metabolismo e ajudam a perder peso.





Beber água gelada ou chá verde, comer alguns tipos de pimenta, ingerir gengibre e produtos que contenham ômega 3 são uma ajuda e tanto para acelerar o metabolismo e, por sua vez, favorecer a perda de peso.

Tais alimentos são chamados de termogênicos. Quando digeridos, aumentam o metabolismo e a temperatura interna corporal. Com isso, queimam calorias e ajudam a emagrecer. Mas para terem efeito devem ser ingeridos com regularidade no dia-a-dia.

É importante que se mantenha uma alimentação equilibrada e a prática de exercícios físicos, freqüentemente, para obter os resultados esperados.

O metabolismo é o conjunto de transformações que os nutrientes e outras substâncias químicas sofrem no interior do nosso corpo, produzindo energia suficiente para mantê-lo funcionando. É influenciado por inúmeros fatores, tais como genética, idade, peso, altura, sexo, temperatura ambiente, dieta e prática de exercícios.

Efeitos de alguns alimentos termogênicos:

Água gelada: Beber oito copos de água gelada por dia queima cerca de 200 calorias. Isto porque o organismo gasta energia para elevar a temperatura da água de 5ºC para 37ºC, que é a temperatura corporal interna.


Pimenta caiena (pimenta vermelha): Acelera o metabolismo em 20%, porque aumenta a circulação e a temperatura do corpo, além de melhorar a digestão. Tem a propriedade de retirar gorduras das artérias.

Gengibre: Aumenta o metabolismo em 20%. Pode ser usado cru, refogado ou em forma de chá. Outra opção é bater no liqüidificador com aipo, laranja, maçã ou qualquer outra fruta.

Ômega 3: Aumenta o metabolismo basal, ou seja, queima calorias. Funciona como antiinflamatório, previne e trata doenças cardiovasculares. Fontes: óleo de prímula, óleos de peixes (como salmão e sardinha) e semente de linhaça.

Chá verde: Reduz a absorção de açúcar no sangue, inibindo a ação da amilase (enzima responsável pela digestão de carboidratos). Diminui a compulsão por carboidratos, acelera o trânsito intestinal e aumenta o metabolismo, ajudando na queima de gorduras.

Outras dicas para manter o metabolismo acelerado:

- Fracionar as refeições entre cinco e seis vezes ao dia;

- Comer devagar e mastigar bem os alimentos;

- Reduzir o consumo de alimentos gordurosos e ricos em açúcar e farinhas refinadas;

- Dar preferência aos alimentos ricos em fibras (grãos integrais, legumes, frutas e verduras), pois levam mais tempo para serem digeridos e, por isso, aceleram o metabolismo.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Flacidez – Alimentação para acabar com a flacidez

A flacidez é um problema que assola a maioria das mulheres! E quando chega o verão e que os corpos estão mais expostos? Vem aquele medo de parecer uma “gelatina feliz” em plena praia ou clube! É um desespero total! Vocêsabe o que fazer para acabar com a flacidez? Não existe mágica! Nem creme, nem aparelho, nem massagem. Isso tudo só atenua! É preciso mexer de dentro pra fora!Veja como acabar com a flacidez do seu corpo!

A alimentação saudável contribui para evitar a flacidez na medida em que você evita excessos e acaba com aquele famoso efeito “sanfona” (não manter o peso, processo de ficar engordando e emagrecendo) e, ao mesmo tempo, tira de seu cardápio alguns alimentos e/ou substâncias que favorecem a flacidez como, por exemplo, a gordura, o excesso de açúcar.

O mais importante na alimentação de quem quer acabar definitivamente com a flacidez é comer alimentos que combatem os radicais livres, afastar das gorduras saturadas do cardápio e ter no cardápio alimentos que contribuem para aumentar o tônus muscular!

Para conseguir isso tudo, você precisa evitar alimentos com alto índice glicêmico (massas, doces em geral e algumas frutas – manga, abacate, por exemplo). Esses alimentos movimentam a insulina, hormônio que estoca o excesso de açúcar na forma de gordura no corpo! Os carboidratos de baixo índice glicêmico estão liberados (frutas, hortaliças, leguminosas)!

Já os radicais livres, você consegue combater com a ingestão dos chamados antioxidantes que contém vitamina A, vitamina C, vitamina E, os carotenóides e o selênio. Essas substâncias podem ser encontradas alguns em alimentos verdes, amarelos, frutas cítricas, grãos integrais, tomate, cenoura, folhas em geral, leite, peixes e carnes. Ou seja, se você tiver uma alimentação saudável, rica em fibras, colorida e variada, felizmente, vai garantir a existência desses alimentos no seu prato! Tire da sua alimentação alimentos como os embutidos, enlatados, biscoitos e salgadinhos porque esses liberam radicais livres.

Não deixe de ingerir proteínas! A carne é a maior fonte de proteínas, mas você também pode encontra-la em menor quantidade em cereais integrais, feijões e alguns legumes e folhas. Coma colágeno! Isso mesmo! Colágeno pode ser encontrado em quantidade significativa na gelatina e contribui para fortalecer os tecidos! Mas cuidado se for ingerir gelatina comum, pois possui açúcar e você deve comer nos horários certos, ou seja, no horário que seria o da sobremesa em sua refeição!

Por fim, não se pode esquecer da hidratação do corpo! Beba muita água. Quando o corpo fica desidratado, em geral, o metabolismo cai.

Seguindo um tipo de alimentação contendo esses alimentos citados, você vai garantir a prevenção e melhora do efeito “gelatina” e vai também tratar daquelascelulites que ficam querendo rondar seu corpinho! Deixe tudo durinho! Mude sua alimentação! Não tem como conseguir bons resultados senão fizer um pouco de esforço e um deles parte da alimentação! Esse é o princípio para acabar a flacidez! Lembre-se que só isso não adianta.


Fonte: muilher.palpitedigital

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

PRESSÃO ARTERIAL X ALIMENTAÇÃO


Reduzindo sua pressão arterial com a alimentação






Os alimentos que você come podem afetar a composição química de seu sangue e a pressão arterial de maneira significativa. Felizmente, uma dieta boa para seu coração não tem de ser uma agonia para seu paladar. Aqui vão algumas sugestões para fazer as escolhas de alimentos certas para a pressão alta:

Siga o DASH: pesquisa apoiada pelo NHLBI levou ao desenvolvimento de um plano de alimentação que pode prevenir e ajudar a tratar a pressão alta.


Diminua o sal: a pesquisa usando a dieta DASH e diferentes níveis de sódio nutricional confirmou o que tem sido aconselhado há anos: reduzir o sódio e o sal ingeridos pode ajudar a diminuir a pressão arterial. Algumas pessoas são especialmente sensíveis a sal e sódio e devem tomar um cuidado maior com as quantidades consumidas.

Ser sensível ao sal (ou sódio) significa que você tem uma tendência a reter líquidos quando ingere sal demais, provavelmente por causa de um defeito na capacidade que seus rins têm de se livrar do sódio. Seu corpo tenta diluir o sódio no sangue conservando líquidos. Isso força os vasos sangüíneos a trabalharem de maneira mais forte para fazer circular o volume adicional de sangue.

O plano DASH para uma saúde melhor

Praticar o Método de Interrupção da Hipertensão pela Alimentação (DASH) pode ajudar a prevenir ou reduzir a pressão alta. Para seguir esse plano de alimentação:

· Escolha alimentos que possuam pouca gordura saturada, colesterol e gordura total. Por exemplo, carne magra, aves e peixe.

· Coma muitas frutas e vegetais, aproximadamente de oito a dez porções por dia.

· Inclua duas ou três porções de laticínios desnatados ou semidesnatados por dia.

· Prefira os alimentos integrais, como pão, cereais e massas integrais ou de trigo integral.

· Coma nozes, sementes e feijões secos, de quatro a cinco porções por semana (uma porção é igual a 1/3 de xícara ou 42 gramas de nozes, 2 colheres de sopa ou 14 gramas de sementes, ou 1⁄2 de feijões ou ervilhas cozidas e secas).

· Pegue leve nas gorduras adicionadas. Escolha margarina leve, maionese light, molho de salada light e óleos vegetais insaturados (como azeite, milho, canola ou açafrão).

Diminua os doces e bebidas com açúcar.

As terminações nervosas nos vasos ficam superestimuladas e começam a mandar comandos para que eles se contraiam. E isso dificulta ainda mais o bombeamento do sangue pelo coração, eventualmente fazendo com que a pressão arterial se eleve. Algumas pessoas são menos sensíveis aos efeitos do excesso de sal. É recomendavel consumir um máximo de 2,4 gramas (2.300 miligramas) de sódio por dia. Isso é igual a 6 gramas (cerca de uma colher de chá) de sal de cozinha por dia. Dependendo do quão alta é sua pressão, o médico pode recomendar ainda menos.

Lembre-se: os
6 gramas incluem todo o sal e sódio consumidos, incluindo o que é usado no preparo dos alimentos, o sal à mesa e o adicionado em alimentos preparados e processados.

Até 75% do sal em nossa alimentação vem de alimentos processados. Somente 10% do sal que comemos está lá naturalmente, e cerca de 15% é adicionado durante o preparo e colocado à mesa. Mas já que o gosto pelo sal é aprendido, é possivel reeducar seu paladar para consumir menos sal.


Antes de tentar substituir o sal, fale com seu médico ou nutricionista. Muitos deles contêm cloreto de potássio, e o excesso de potássio pode ser perigoso, especialmente quando combinado com certos medicamentos.

Acumule potássio: algumas pessoas que têm hipertensão tomam diuréticos tiazídicos que causam a perda de potássio, e por isso recebem recomendações de que devem comer uma banana por dia para o repor. Mas os pesquisadores agora acham que potássio extra pode ser uma boa idéia para todo mundo. Como se já não fosse ruim comermos tanto sódio, nós ainda comemos muito pouco potássio. É o equilíbrio entre o sódio e o potássio que os pesquisadores acreditam ser importante para a pressão arterial.

Mas não vá comprar suplementos de potássio ainda. Isso pode ser perigoso. Potássio demais e de menos pode dar início a um ataque cardíaco. Por questão de segurança, fique com os alimentos ricos
em potássio. Esses alimentos incluem bananas, laranjas, batatas, tomates e leite.

Nota: se você foi diagnosticado com pressão alta e está tomando um diurético que elimina potássio (pergunte a seu médico ou farmacêutico se não tiver certeza), ou se tiver doença nos rins, pergunte a seu médico se precisa de potássio extra antes de iniciar o tratamento.

Armazene cálcio: seu coração precisa de cálcio para manter o ritmo correto e seus rins precisam de cálcio para regular o equilíbrio sódio/água de seu corpo. Pesquisas mostraram, no entanto, que pessoas com pressão alta geralmente não ingerem cálcio suficiente nos alimentos. Outros estudos confirmam que conseguir uma dose extra de cálcio pode até reduzir a pressão arterial. Mas esse efeito nem sempre é visto com suplementos de cálcio. Em vez deles, coloque aposte em alimentos ricos em cálcio.

Alho
também é bom: vários pesquisadores apontaram a capacidade do alho de reduzir a pressão do sangue. Além disso, também é um ótimo substituto para o sabor do sal (lembre-se de que estamos cortando o sal).

O mundo é das frutas e vegetais:
os vegetarianos têm uma incidência muito menor de pressão alta. E você também pode se beneficiar dessa abordagem sem se tornar vegetariano. Aumente suas porções diárias gradativamente, encaixando uma ou duas porções extras em cada refeição. Provavelmente, você vai estar comendo menos gordura e sal, e mais fibras e potássio (além do fato de que pode perder peso). Esses benefícios vão ajudar a reduzir sua pressão arterial.

Não precisa cortar o café:
a cafeína não parece estar associada com a hipertensão. Embora ela possa aumentar sua pressão temporariamente, seu corpo se adapta ao nível de cafeína se você costuma beber uma certa quantidade de café, chá ou bebidas à base de cola todos os dias, e sua pressão arterial não é mais afetada por essa quantidade.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

COLESTEROL

Existem pessoas que acham que o colesterol é algo totalmente negativo em suas vidas. Porém, ele é algo fundamental para o nosso organismo, pois o colesterol é um composto que “calibra” naturalmente as células beneficiando as trocas entre elas e ainda ajuda na produção da bílis e dos hormônios sexuais.

Mas o problema do colesterol surge por causa das altas taxas de LDL, a proteína que ajuda a transportar ele no nosso organismo. E quando esta proteína não consegue levar todo o colesterol, este deixa resíduos, que com o tempo formam placas de gorduras prejudiciais ao organismo. Apenas o HDL, outra proteína importante para o nosso organismo, é que consegue remover o excesso de colesterol no sangue, evitando o entupimento das artérias. O ideal é que os números de LDL estejam baixos e os de HDL altos, afirma a cardiologista da Unifesp Maria Tereza Manzoli. Estes números são medidos de acordo com os valores máximos e mínimos do sangue, o estilo de vida que a pessoa leva (sedentária ou não), e seu peso.

Todos que possuem colesterol alto necessitam ter uma boa alimentação, principalmente uma dieta rica em gordura monoinsaturada, frutas, verduras, legumes, fibras e grãos integrais. Mesmo não tento uma receita milagrosa para isto, o consumo de alimentos específicos, juntamente com hábitos saudáveis, beneficiam a redução do colesterol “ruim” (LDL) e o aumento do “bom” colesterol (HDL).

Prefira pizzas de vegetais.. Foto:Divulgação

Prefira pizzas de vegetais.. Foto:Divulgação

No café-da-manhã, quase ninguém resiste a um pão francês quentinho, não é? Porém, trocar este pão pela versão integral pode beneficiar a diminuir o seu colesterol. A massa do pão integral traz uma grande dose de fibras, substâncias importantes pois provocam a proliferação das bactérias no intestino, favorecendo o bom funcionamento do mesmo. Algumas dessas bactérias, se bem nutridas, fabricam uma substância chamada propionato, que auxilia nos níveis de gorduras na circulação. E que tal trocar o leite integral pelo desnatado? O leite desnatado vai garantir mais cálcio, e menos gordura ao nosso organismo, pois o integral possui mais ácidos graxos saturados, que, em excesso, aumentam os níveis de LDL.


Na preparação dos alimentos é possível mudar o óleo de soja pelo o azeite de oliva, pois este tem doses boas de ácidos graxos monoinsaturados, que não aumentam as taxas de LDL e ainda ajuda a aumentar consideravelmente os níveis de HDL. Ainda, segundo Jorge Mancini, diretor da Faculdade de Ciência Farmacêutica da Universidade de São Paulo, o azeite possui os compostos fenólicos que evitam a oxidação do colesterol, um fato que propicia a formação das placas de gordura.


Quando você receber alguns amigos em casa, procure trocar os salgadinhos e biscoitos, que possuem gorduras trans em sua receita, por petiscos como castanhas e nozes. Pois eles possuem as gorduras monoinsaturadas, que ajudam a combater o LDL e aumentam os níveis de HDL. Já em uma pizzaria, porque não trocar a pizza de mussarela por uma de vegetais? Pois as camadas de queijos têm gordura saturada, que é um agente que aumenta o LDL.
E no momento da sede, prefira o suco de uva (com casca) natural, pois é nele que o coração encontra um parceiro, o resveratrol. Essa substância ajuda na redução do colesterol e ainda tem função oxidante. O resveratrol não é exclusivo do vinho, pois o suco de uva natural também o disponibiliza para o organismo.

Azeite de oliva combate o LDL. . Foto:Divulgação

Azeite de oliva combate o LDL. . Foto:Divulgação

Além de trocar os hábitos alimentares, você pode se beneficiar de alguns alimentos para combater o colesterol alto. Como já falamos, as castanhas e as nozes são ótimas contra o colesterol alto, mas além destas duas podemos incluir as avelãs, amêndoas e o pistache. Segundo pesquisas da Universidade Park, do Estado do Texas, EUA, esses alimentos, se consumidos cinco vezes por semana, reduzem o risco de males cardíacos entre 25% e 39%, pelo fato de conterem gorduras insaturadas. O alho e a cebola também são importantes para o combate do colesterol alto, pois o alho possui compostos sulfurados, que reduzem a pressão arterial e as taxas de LDL e também impedem que o colesterol grude nas paredes das artérias. Já a cebola diminui a obstrução dos vasos sanguíneos e a formação de placas de gorduras.


Maçã auxilia na redução do colesterol ruim.. Foto:Divulgação

Maçã auxilia na redução do colesterol ruim.. Foto:Divulgação

As frutas cítricas como laranja, morango, goiaba e kiwi possuem a vitamina “C”, fundamental para o coração. Essa vitamina reforça as paredes das artérias e combate a formação das placas de gorduras. Além destas frutas, o abacate também beneficia o combate ao colesterol alto, pois é rico em gordura monoinsaturada, que auxilia nas taxas do HDL, o colesterol “bom”.

Consumir chocolate preto, assim como a cebola diminui a obstrução dos vasos sanguíneos. Este tipo de chocolate possui os flavonóides, substâncias capazes de reduzir o colesterol “ruim” (LDL). Pesquisas feitas na Universidade da Pensilvânia (EUA) averiguaram que ao consumir 38 gramas de cacau em pó ou chocolate amargo todos os dias podem reduzir as taxas de LDL em 4% e elevar os níveis de HDL em 4%. O chocolate deve ser consumido sem exagero, apenas em pequenas porções.

A aveia, o feijão, maçã, cenoura, goiaba e os cereais, são fibras solúveis que auxiliam na remoção do colesterol ruim do corpo. Além das fibras, o tomate, é capaz de livrar as artérias do LDL ( colesterol ruim), pois ele cheio de licopeno (encontrada também na melancia e goiaba) pigmento vermelho que tem propriedades antioxidantes.

A alimentação ainda é o melhor caminho para combater o colesterol alto. Mas, praticar exercícios físicos também é importante, pois ajuda na prevenção de doenças cardíacas e diminuem os riscos de surgimento do colesterol alto.


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

CARTILHA PARA DIABÉTICOS



Esta cartilha tem o objetivo de fornecer orientações para que você conviva melhor com o seu diabetes. E através deste conhecimento, possa assumir o controle de sua doença, conhecer as condições que provocam a elevação ou diminuição da glicose e como evitar suas complicações.

O QUE É DIABETES?

É uma doença de causas variadas, devido a falta total ou parcial de insulina (hormônio produzido no pâncreas). e/ou incapacidade da insulina de exercer suas ações. Como conseqüência as células não aproveitam adequadamente a glicose no sangue, provocando sua elevação.

COMO SE DESCOBRE O DIABETES?

- Através do exame de sangue (dosagem da glicose em jejum); normal: até 110 mg/dl

- Através do exame de urina (presença de glicose na urina); normal: negativo

EXISTEM DOIS TIPOS DE DIABETES MELLITUS:

DIABETES DO TIPO 1 - INSULINODEPENDENTE (DMID):

Ocorre com mais freqüência em jovens, devido ao pâncreas produzir pouco ou não produzir insulina. Por isso, é necessário aplicar insulina através de injeção para suprir essa carência.

DIABETES DO TIPO 2 - NÃO INSULINODEPENDENTE (DMNID):

Decorre de uma produção insuficiente de insulina ou de seu funcionamento inadequado no corpo. Atinge com mais freqüência:

- Os adultos
- Pessoas com antecedentes familiares de diabetes
- Pessoas com excesso de peso

Complicações mais comuns:

1- SE O AÇÚCAR NO SANGUE ESTIVER ALTO: (HIPERGLICEMIA) VOCÊ PODERÁ SENTIR:

- Volume urinário excessivo
- Cansaço dor abdominal
- Respiração acelerada
- Vômitos
- Sede

Causas:

- Dose insuficiente da medicação
- Infecção
- Abusos alimentares
- Estresse

O que fazer:

Não deixe de tomar ou aumente a dosagem do medicamento sem consultar seu médico caso não tenha orientação para isso.

Tomar bebidas sem açúcar em abundância para evitar a desidratação.

Se não puder comer por causa de vômitos, beba líquidos que contenham açúcar para evitar que o açúcar no sangue abaixe demais.

Se possível verifique o nível de açúcar no sangue cada 4 horas.

Consulte o médico se o os níveis de açúcar mantiverem acima de 240 mg/dl.

2- SE O AÇÚCAR NO SANGUE ESTIVER BAIXO: ( HIPOGLICEMIA) VOCÊ PODERÁ SENTIR:

- Tremor
- Tontura
- Irritabilidade
- Fome
- Sonolência
- Sudorese
- Desmaios
- Confusão mental
- Batimentos cardíacos acelerados

Causas:

- Durante ou depois da prática de exercícios físicos
- Se você não comer o suficiente
- Se você tomar medicamento em excesso

O que fazer:

Tome 1 copo de suco de fruta ou de refrigerante imediatamente.

Se estiver inconciente, deve procurar serviços médicos imediatamente. Pode-se molhar o dedo com mel e esfregar na parte interna da bochecha.

Informar o acontecimento ao médico para determinar se há necessidade de ajuste da medicação.

DIABETES: COMO CUIDAR?

Os 4 pontos principais do tratamento são:

1- Alimentação balenceada
2- Atividade física
3- Monitorização
4- Medicação

ALIMENTAÇÃO BALANCEADA = DIETA

Os alimentos nos dão a energia que necessitamos para viver. Nosso organismo converte a maior parte dos alimentos que comemos em um tipo de açúcar que se chama glicose, da qual as células necessitam.

A insulina ajuda as células a conseguir o açúcar necessário na produção de energia. Também evita que o açúcar se acumule no sangue. Mas, se você tem diabetes, a insulina não funciona como deveria ou talvez nem seja produzida. Mesmo assim, uma dieta saudável pode ajudar seu organismo a manter o nível de açúcar no sangue em equilíbrio: nem muito alto, nem baixo.

Planeje sua alimentação:

O Nutricionista será o profissional mais indicado para ajudá-lo a planejar sua alimentação levando em conta:

- Seu peso e altura
- Sua atividade física
- Seu nível de açúcar no sangue
- Os alimentos que você gosta

Alimentos como pães, vegetais, frutas e doces alteram o nível de açúcar no sangue de diferentes maneiras. É preciso escolher alimentos que ajudem a controlar o nível de açúcar no sangue. O nutricionista vai orientar você nessa escolha.

Alimentação saudável para o diabético:

- Frutas e vegetais frescos
- Pão e cereais integrais
- Feijão e legumes
- Arroz integral, cevada e aveia
- Alimentos com pouca gordura e sal

Evite:

- Carne com gordura
- Leite integral
- Queijo gorduroso
- Fritura
- Fast-food
- Bebidas alcoólicas

Quem toma insulina ou comprimidos para diabetes, precisa ter cuidado com bebida alcoólica pois, o seu uso pode fazer baixar demais o nível de açúcar no sangue. Não deixe de tomar seu medicamento para beber. No caso de cerveja, você pode consumir a que não contém álcool. Em caso de dúvida, consulte o seu nutricionista.

Cuidados quando for comer fora de casa:

Carregue refrigerantes dietéticos com você se achar que estes não serão servidos

Saiba com antecedência o que será servido. É o caso até de levar algo de acordo com o seu plano alimentar.

Nos restaurantes, ao invés de frituras, peça alimentos assados ou grelhados. Prefira saladas e tempere-as você mesmo. Peça tempero separado. Sempre leve um lanche com você em caso de seus planos terem sido mudados na hora de comer

Procure controlar:

- A hora de suas refeições
- Os alimentos que come
- A sua quantidade
- Fazer exercícios com regularidade
- Tomar os medicamentos necessários

EXERCÍCIOS FÍSICOS:

Fazer exercícios aumenta a sensibilidade do corpo à insulina e, portanto tendem a diminuir a glicose no sangue contribuindo no controle do diabetes. Exercícios regulares e programados são melhores porque impactos intensos, podem trazer problemas para o controle da glicose no sangue(Hipoglicemia).

OS EXERCÍCIOS AJUDAM A:

- Baixar o nível de açúcar no sangue
- Evitar as enfermidades do coração
- Controlar a pressão arterial
- Sentir-se melhor e ter melhor aparência reduzir a tensão (estresse)
- Diminuir os níveis de gordura no sangue
- Diminuem a necessidades de insulina ou comprimidos
- Controlar o peso

Exercícios indicados:

- Caminhar
- Andar de bicicleta
- Nadar
- Dançar
- Cuidados necessários:

Fale com seu médico antes de começar a fazer para saber qual o mais adequado para você

Leve sempre uma identificação médica, pois em caso de emergência, as pessoas saberão que você é diabético.

Tente fazer os exercícios regularmente e de maneira freqüente, ou seja no mesmo horário (de 20 a 30 minutos) e todos os dias se possível.

Use calçados confortáveis que se adaptem bem aos seus pés e sejam apropriados para a atividade.

Fonte: Dr. Luciana Diniz.

sábado, 24 de outubro de 2009

Quinta-Feira,22 de Outubro de 2009 Ato médico é aprovado na Câmara.



A Câmara dos Deputados aprovou ontem projeto de lei que regulamenta o exercício da medicina e aponta procedimentos privativos dos médicos, o chamado ato médico. A proposta restringe a possibilidade de outros profissionais, como fisioterapeutas e nutricionistas, entre outros, de fazer diagnósticos e oferecer tratamento.
Um dos pontos que devem gerar mais discussão é o que restringe a médicos "a invasão da pele atingindo o tecido subcutâneo para injeção" e outros procedimentos.Uma das interpretações é que esse artigo fará com que procedimentos como acupuntura, praticados por profissionais de diversas profissões que fazem cursos de especialização na área, fiquem restritos apenas a médicos formados.
O projeto de lei ainda dá aos médicos a prerrogativa de apenas eles formularem diagnósticos sobre doenças e prescrição de medicamentos, indicação de cirurgias, execução de procedimentos invasivos - mesmo os estéticos.Se a lei for aprovada, ações como intubação, emissão de laudos de exames de imagem, prescrição de próteses e órteses, realização de perícias e atestados de óbitos ficariam restritas aos médicos.
Dentistas estão excluídos das restrições, podendo realizar os mesmos procedimentos dentro da sua área de atuação.
RISCO DE MORTE
Outros profissionais, como fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos e enfermeiros, tiveram garantidas na lei o acesso a procedimentos como aplicação de injeções, coleta de material biológico, realização de alguns tipos de exames, curativos e, especialmente, atendimento à pessoa sob risco de morte iminente.
A preocupação dos deputados foi não permitir que pessoas que façam atendimentos de primeiros socorros sejam penalizadas por atendimento emergencial.
A lei deve voltar ao Senado antes da aprovação definitiva, já que sofreu diversas alterações ao longo da tramitação na Câmara dos Deputados.Ainda assim, apesar de ser mais detalhada e um pouco mais restrita que a proposta original dos médicos - não só mais ampla, mas aberta a interpretações variadas quando usava, por exemplo, como definição de ato médico todos os procedimentos de "prevenção primária, secundária e terciária" -, a proposta deve gerar várias contestações judiciais de outras áreas da saúde.
Fonte: O Estado de S. Paulo

Lei Nº 8.234, de 17 de setembro de 1991


Regulamenta a profissão de Nutricionista e determina outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

Art. 1º - A designação e o exercício da profissão de Nutricionista, profissional de saúde, em qualquer de suas áreas, são privativos dos portadores de diploma expedido por escolas de graduação em nutrição, oficiais ou reconhecidas, devidamente registrado no órgão competente do Ministério da Educação e regularmente inscrito no Conselho Regional de Nutricionistas da respectiva área de atuação profissional.
Parágrafo Único - Os diplomas cursos de equivalentes, expedidos por escolas estrangeiras iguais ou assemelhadas, serão revalidados na forma da lei.
Art. 2º - A carteira de identidade profissional, emitida pelo Conselho Regional de Nutricionistas da respectiva jurisdição é, para quaisquer efeitos, o instrumento hábil de identificação civil e de comprovação de habilitação profissional do nutricionista, nos termos da Lei nº. 6.206, de 7 de maio de 1975, e da Lei nº. 6.583, de 20 de outubro de 1978.
Art. 3º - São atividades privativas dos nutricionistas: I – direção, coordenação e supervisão de cursos de graduação em nutrição; II – planejamento, organização, direção, supervisão e avaliação de serviços de alimentação e nutrição; III – planejamento, coordenação, supervisão e avaliação de estudos dietéticos; IV – ensino das matérias profissionais dos cursos de graduação em nutrição; V – ensino das disciplinas de nutrição e alimentação nos cursos de graduação da área de saúde e outras afins; VI – auditoria, consultoria e assessoria em nutrição e dietética; VII – assistência e educação nutricional e coletividades ou indivíduos, sadios ou enfermos, em instituições públicas e privadas e em consultório de nutrição e dietética; VIII – assistência dietoterápica hospitalar, ambulatorial e a nível de consultórios de nutrição e dietética, prescrevendo, planejando, analisando, supervisionando e avaliando dietas para enfermos.
Art. 4º - Atribuem-se, também, aos nutricionistas as seguintes atividades, desde que relacionadas com alimentação e nutrição humanas: I - elaboração de informes técnico-científicos; II - gerenciamento de projetos de desenvolvimento de produtos alimentícios; III - assistência e treinamento especializado em alimentação e nutrição; IV - controle de qualidade de gêneros e produtos alimentícios; V - atuação em marketing na área de alimentação e nutrição; VI - estudos e trabalhos experimentais em alimentação e nutrição; VII - prescrição de suplementos nutricionais, necessários à complementação da dieta; VIII - solicitação de exames laboratoriais necessários ao acompanhamento dietoterápico; IX - participação em inspeções sanitárias relativas a alimentos; X - análises relativas ao processamento de produtos alimentícios industrializados; XI - participação em projetos de equipamentos e utensílios na área de alimentação e nutrição.
Parágrafo Único - É obrigatória a participação de nutricionistas em equipes multidisciplinares, criadas por entidades públicas ou particulares e destinadas a planejar, coordenar, supervisionar, implementar, executar e avaliar políticas, programas, cursos nos diversos níveis, pesquisas ou eventos de qualquer natureza, direta ou indiretamente relacionados com alimentação e nutrição, bem como elaborar e revisar legislação e códigos próprios desta área.
Art. 5º - A fiscalização do exercício da profissão de Nutricionista compete aos Conselhos Federal e Regionais de Nutricionistas, na forma da Lei nº. 6.583, de 20 de outubro de 1978, ressalvadas as atividades relacionadas ao ensino, adstritas à legislação educacional própria.
Art. 6º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 7º - Revogam-se as disposições em contrário, em especial a Lei nº. 5.276, de 24 de abril de 1967.

Brasília, 17 de setembro de 1991; 170º da Independência e 103º da República.

FERNANDO COLLOR
Antônio Magri